Enem tem novo manual de redação

Você sabia que o MEC lançou um novo guia de redação para o Enem? Conheça algumas diretrizes do documento, que pode auxiliar muito na escrita de bons textos.

Estudantes que pleiteam uma vaga no ensino superior através do Enem já devem saber que o MEC lançou recentemente o documento intitulado "A Redação no Enem 2012 - Guia do Participante". Trata-se de uma espécie de manual bem elaborado contendo informações preciosas sobre os critérios de avaliação da redação do exame, que será realizado nos dias 03 e 04 de novembro deste ano.

Durante o lançamento, o ministro da Educação Aloizio Mercadante informou que o propósito do guia é "trazer tudo que o aluno precisa saber sobre o que os avaliadores vão considerar para dar nota [na redação]. O estudante vai saber exatamente em que pode perder pontos e qual a estratégia para ter o melhor desempenho possível".

Como forma de estimular os estudantes a se empenharem o máximo na produção dos seus textos, o guia escolheu seis redações que atingiram a nota máxima de mil pontos no exame de 2011, dentro de um universo de 3,7 mil textos. Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, as seis redações escolhidas "desenvolveram o tema de acordo com as exigências do texto dissertativo-argumentativo" e demonstraram "domínio da norma culta de língua escrita" (informações da Agência Brasil).

A fim de auxiliar os estudantes, o blog Dicas preparou um breve resumo contendo algumas das recomendações do Guia do Partipante. Confira

Quais os critérios de avaliação da redação do Enem?

O Guia esclarece que o texto do candidato será avaliado por pelo menos dois professores, levando em consideração os seguintes critérios:

Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento, para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A cada uma dessas competências serão atribuídos 200 pontos, que perfaz a nota máxima. O guia também detalha cada uma dessas competências, fornecendo a professores e estudantes instrumentais úteis para motivar muitas aulas de redação - e não apenas aquelas voltadas para o Enem!

O candidato poderá ter nota zero se sua redação:

Fugir totalmente ao tema;
ƒƒNão obedecer a estrutura dissertativo-argumentativa;
ƒƒContiver até 7 (sete) linhas;
Apresentar impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação;
ƒƒDesrespeitar aos direitos humanos (desconsideração da Competência 5);
Não for transcrita para a folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no rascunho.

Análises da proposta de redação e das redações "Nota 1000" do Enem 2011

A segunda parte do Guia é dedicada especialmente à análise da proposta de redação cobrada no Enem 2011 e à análise dos seis textos considerados excelentes. Sem dúvidas, essa etapa do documento deve ser lida com atenção por cada estudante e professor na ativa (até porque a leitura é mais "interessante"), pois explicita, na prática, a maneira como as redações "top de linha" conseguiram cumprir todas as exigências relativas às cinco competências detalhadas no início do documento.

Os redatores do Manual acrescentam que, "nessas redações, observa-se que o participante demonstra domínio da norma culta da língua escrita (Competência 1), o que pode ser comprovado pelo respeito às convenções da grafia e da acentuação das palavras, com poucos desvios, inclusive do novo acordo ortográfico; às regras de concordância nominal e verbal; às regras de regência, tanto nominal quanto verbal; aos princípios de organização frasal e de pontuação; às regras de flexão nominal e verbal; e à utilização de vocabulário apropriado ao registro formal do texto dissertativo-argumentativo" (p. 31).

O estudante tem muito a ganhar se investir um pouco do seu tempo nesta seção do livro, tendo o cuidado de tomar cada comentário como uma verdadeira aula de redação, pois as análises feitas são verdadeiras dicas sobre como produzir um bom texto para o Enem.

Clube de Leitura

O Manual do Enem, como poderíamos mesmo esperar, encerra tocando em um dos aspectos fundamentais para quem quer escrever melhor: a leitura constante. Por isso, incentiva os estudantes a formarem o chamado "Clube de Leitura", que nada mais é do que "um grupo de pessoas que amam a leitura e se reúnem, geralmente uma vez por mês, para comentar um mesmo livro lido por todos. É uma ótima oportunidade de conviver e de compartilhar emoções e interpretações proporcionadas pela leitura".

Conclusão

Não seria possível encerrar este brevíssimo resumo sobre o livro "A Redação no Enem 2012 - Guia do Participante" sem fazer votos de que ele se torne não apenas um instrumento de consulta de estudantes durante a preparação anual que antecede cada edição do Exame Nacional do Ensino Médio. Como professor (mas também como aluno que ainda sou), considero extremamente válido o estudo mais acurado que cada professor da língua portuguesa se proponha a empreender em sua prática, tomando como fonte de consulta este manual, cujo conteúdo é imprescindível para o enriquecimento das aulas de redação, principalmente aquelas voltadas para os estudantes dos dois últimos anos do Ensino Médio e mesmo os de cursos preparatórios para vestibulares e concursos públicos.

A edição digital do Guia pode ser baixada no site do Inep. Boa leitura e boa prova!

Por Alberto Vicente

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