Dicas de Língua Portuguesa: ordem da frase, discursos, metáfora e outros temas

Dicas de Português para concursos: noções de frase, oração e período; ordem direta e ordem indireta da frase; discurso direto e discurso indireto, metáfora, ironia e humor

A nossa Língua Portuguesa é composta de diversos "artifícios" que promovem uma comunicação eficiente entre o receptor e o destinatário. Assuntos que envolvam a gramática normativa da língua sempre estarão presentes nas provas dos concursos públicos e vestibulares. Então, vamos rever alguns desses conceitos essenciais:

Frase, oração e período

  • A frase é um enunciado que tem um sentido completo, podendo ser apenas uma palavra ou um conjunto delas que exprimem ideias e um apelo comunicativo. Pode ou não ter verbo, o importante é que haja comunicação, isto é que seja um texto compreensível. Há diversos tipos de frases: interrogativas, imperativas, exclamativas, declarativas, optativas.
  • Já a oração é uma frase verbal, ou seja, um enunciado que, necessariamente, precisa conter um verbo. É na oração em que cada parte possui uma função sintática, como sujeito, predicado, objeto, complemento e assim por diante.
  • E o período nada mais é do que uma frase que pode ser constituída por orações, sendo determinado período simples (uma oração) ou período composto (duas ou mais orações).

Ordem direta e ordem indireta da frase

Todas as frases precisam trazer um sentido para que o outro consiga interpretar e interagir corretamente, mantendo um diálogo. Para isso, utiliza-se da ordem direta que diz respeito à estrutura padrão das frases, como sujeito + verbo + objeto, por exemplo, como em: “Maria comeu bolo”. Já a ordem indireta pode ser usada para uma linguagem mais rebuscada, como acontece com o nosso hino brasileiro ou em certas obras literária. A ordem indireta pode ser vista na frase: “Bolo gosta Maria” ou "Bolo, Maria comeu", por exemplo.

Discurso direto e discurso indireto

Nos textos, é comum que haja tanto o discurso direto quanto o discurso indireto. Enquanto o primeiro explicita que aquele trecho corresponde à transcrição exata da fala do indivíduo, do personagem, isto é, apresentando um diálogo, o discurso indireto é caracterizado em que o narrador usa suas próprias palavras para reproduzir o que foi dito, feito por outra pessoa. Geralmente, o discurso indireto aparece na terceira pessoa (Ele/Ela/Eles/Elas). Exemplos:

Discurso direto: "João deitou-se no sofá e afirmou enfaticamente: 'Meu Deus, eu preciso voltar a estudar!!!'"

Discurso indireto: "João deitou-se no sofá e disse enfaticamente que precisava voltar a estudar".

Apostila para todas as funções do IBGE - Edital 1/2017

Recursos das linguagens verbal e não verbal: metáfora, ironia e humor

Há muitas figuras de linguagem na Língua Portuguesa que devem ser estudadas pelo concurseiro/estudante com atenção. Mas, sem dúvidas, uma das figuras mais populares da nossa língua é a metáfora. A metáfora trabalha com determinadas palavras para apresentar semelhanças entre elas, ao tempo em que apresenta um sentido novo, muitas vezes inusitado ou poético, sendo justamente nisso que reside a beleza dessa figura linguística.

Para entender melhor, pense na metáfora como se fosse um tipo de comparação que apresenta sentidos conotativos, ou seja, por meio do contexto da frase, podemos entender o que ela quer expressar. Exemplos:

“Estou carregando o mundo nas minhas costas”. É uma metáfora porque sabemos que não se pode carregar o mundo, logo, significa que a pessoa está sobrecarregada.

Outro exemplo está neste trecho da letra da canção "Linda", de Caetano Veloso: "Choque entre o azul e o cacho de acácias/luz das acácias/ você é mãe do sol". O poeta compara a beleza da mulher amada ao cacho de acácias, à luz das acácias, compara a amada a uma certa "mãe do sol". Isto também é metáfora.

A ironia é um recurso estilístico que visa dizer o contrário do que você realmente pensa. A ironia serve para ridicularizar ou satirizar um comportamento. Exemplo: “Você deve ter estudado muito para ter tirado 2, certo? ”. O indivíduo, além de estar fazendo uso da ironia, acaba criticando o outro, satirizando-o, dando a entender que o interlocutor nada estudou, na verdade... (em muitos casos, até o próprio uso das reticências dá margem ao entendimento de uma ironia linguística).

Já o humor pode ser caracterizado tanto em uma linguagem verbal, por meio de piadas e textos diversos, como também em linguagem não-verbal, com imagens ou vídeos, por exemplo. O objetivo do humor é entreter e fazer as pessoas rirem. Geralmente, a ironia, quando bem-feita, pode trazer humor, o mesmo vale para a metáfora.

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