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Dicas sobre verbos para provas de concursos

Dicas sobre Verbos: regulares, irregulares, auxiliares e outros tipos para você se dar bem nas provas do concurso pretendido.

Publicado em 30/11/2016 - 07h06 • Comunicar erro

Dicas sobre Verbos: regulares, irregulares e auxiliares

Desde muito cedo, aprendemos na escola que - para a gramática normativa - os verbos são palavras que indicam ações que fazemos no nosso dia a dia. Para formar orações, são necessários verbos. Para criar sentenças, textos, imperativos e desejos, são necessários os verbos. Eles fazem parte da nossa linguagem plena, seja no modo formal ou informal da fala e da escrita.

Dito isto, podemos seguramente dizer que, de fato, "no princípio era o verbo", pois é uma categoria gramatical essencial para a comunicação humana, se não em qualquer língua, pelo menos na imensa maioria delas... Em português, diversos são os tipos de verbos: regulares, irregulares, auxiliares, abundantes, anômalos, defectivos. As principais conjugações verbais (formas de "dizer" o verbo) são aquelas terminadas em -ar, -er e -ir.

Veja alguns desses tipos verbais.

Verbos regulares

É comum utilizar diversos tipos de verbos no cotidiano. Os verbos regulares, por exemplo, são aqueles que não variam o radical ou sua desinência. Ou seja, a "base ou eixo da palavra" (que a gramática chama de "radical") continua intacta.

O verbo dançar é um exemplo: o radical é "danç" e este se mantém inalterado, independente da conjugação que se deseje expressar.

Observe a conjugação no tempo presente: eu danço/ tu danças/ ele dança/ nós dançamos/ vós dançais/ eles dançam. Perceba que o radical não muda, mas o que vem depois desse radical indica, chamado de desinência  (parte da palavra, geralmente uma ou duas letras), indica o tempo (danç-a -> presente), a pessoa (danç-o -> primeira pessoa do singular ‘eu’), entre outros aspectos.

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Verbos irregulares

Os verbos irregulares, por sua vez, sofrem alterações em suas desinências e no radical, saindo do tradicional e do usual. Não há uma fórmula prática que indique de que tipo é o verbo, é preciso observar o contexto e conhecer um pouco a "origem" da palavra verbal.

Conforme a prática e o treino, além do uso constante de verbos e seus tempos verbais, fica mais fácil definir se o verbo é regular ou não. Veja o exemplo abaixo da conjugação do verbo ‘fazer’ no pretérito perfeito: eu fiz/ tu fizeste/ ele fez/ nós fizemos/ vós fizestes/ eles fizeram. Perceba que o radical mudou completamente ("faz-er" -> f-iz).

Verbos auxiliares

Os verbos auxiliares são bem utilizados pelas pessoas na língua falada, porque são aqueles que constituem as locuções verbais ou os tempos compostos. O verbo principal da oração, quando acompanhado do auxiliar, pode vir na forma de gerúndio, particípio ou infinitivo. Por exemplo: “Estou chegando em casa” ou “Fui anexar e me distraí”.

Verbos defectivos

Já os verbos defectivos, por outro lado, são aqueles que não possuem uma conjugação completa, em todos os pronomes. Podem ser tanto impessoais, pessoais ou unipessoais.

•    Os impessoais são utilizados, na maioria das vezes, na terceira pessoa do singular. Eles não têm o sujeito. Como o verbo haver, no sentido de existir, os verbos que indicam fenômenos da natureza, o verbo fazer quando indica tempo,

•    Os unipessoais têm sujeito, mas apenas são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural. Os verbos importar, doer e ser podem ser considerados verbos afectivos.

•    Os verbos pessoais são aqueles que podem trazer mal-entendidos nos contextos, por isso, não apresentam certas flexões, como verbo falir, que na sua conjugação do presente ficaria ‘eu falo’, confundindo com o verbo ‘falar’.

Verbos anômalos

Os verbos anômalos não deixam de ser verbos irregulares, uma vez que possuem mais de um radical na conjugação dos tempos verbais, como acontece com o verbo pôr, que pode ser conjugado como ‘ponho’, ‘pôs’, ‘punha’ e ‘pus’.

Verbos abundantes

Também há na Língua Portuguesa os verbos abundantes, que são aqueles que podem ser duplos, mas representarem o mesmo "valor", isto é, o mesmo “significado”. Exemplo clássico é o verbo "haver", que no passado se grafava havemos e hemos. Geralmente, as formas verbais abundantes mais se verificam no particípio, tais como os verbos anexar (anexo/anexado), aceitar (aceito/aceitado), desenvolver (desenvolvido/desenvolto), erigir (erigido/erecto), entre diversos outros. O radical permanece o mesmo, na maioria dos verbos abundantes.

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